sábado, 16 de maio de 2009

Quem se candidata?

Por: Orlando Barros ( Rio de Janeiro )

Quem se candidata a presidência da Federação nas próximas eleições?
Só um misto de coragem e loucura pode explicar a decisão de alguém a se apresentar como candidato a eleição na Federação de Futsal do Rio de Janeiro.
Diante de um quadro dramático, atolada em dívidas e, agora com a determinação judicial para a entrega do imóvel ao comprador, em leilão judicial, a FFSERJ, afunda ainda mais no atoleiro em que se meteu.
Muito injusto que o condomínio tenha que sustentar um condômino por tantos anos sem pagar a cota condominial.
Os impostos incidentes sobre o imóvel, também não devem ter sido pagos.
E os impostos e encargos sociais incidentes sobre os salários dos funcionários, como estarão? E, o mais importante, o salário dos funcionários?
Pelo pouco que conheço de leis, sei que a justiça não precisa mais esperar que o devedor ou responsável pela instituição devedora efetue o pagamento ajuizado.
O Juiz pode determinar a apreensão dos bens dos devedores, isto é, bloquear sua conta bancária, seus imóveis, seus veículos, etc.
Caso alguém assuma a Presidência e Diretoria da FFSERJ, estes poderão ser cobrados por uma sucessão de dívidas das quais não foram responsáveis no passado. Mas, até conseguir provar isto na justiça e tentar reaver seus bens, o estrago já estará feito.
O pobre sonhador que esperava reerguer o combalido futsal do Rio de Janeiro estará colocando os bens da sua família em risco total.
Como fazer então para não deixar que a estrutura de organização e administração do futsal morrer?
O entendimento é a chave da solução.
A união de todos neste lamaçal é a única forma de salvar cada um dos participantes. Ou saem todos desta situação ou afundam todos.
Não há salvação para um só.
Os representantes das agremiações devem promover um encontro visando à apresentação de alternativas para a solução do problema em três etapas: uma a curto prazo, outra a médio prazo e outra a longo prazo.
As alternativas passam por várias etapas, começando pela renúncia coletiva dos dirigentes atuais e convocação de uma nova eleição.
Um excelente advogado para não permitir que os dirigentes atuais percam seus bens pelas dívidas deixadas pelos dirigentes anteriores, separando os balanços do passado com os do presente.
A escolha por consenso de um candidato com credibilidade entre os representantes das agremiações.
Proposta de mudança nos Estatutos eliminando de vez a possibilidade de manobras para reeleição de ditadores e permitindo que todas as agremiações tenham poder de voto, é claro com pesos diferentes.
Também não é justo que uma agremiação que participe com todas as categorias tenha o mesmo peso de voto de uma agremiação que participe apenas com uma.
O peso das categorias também deve ser levado em conta nos novos estatutos, pois os investimentos são bem diferentes.
É necessário também que a atual estrutura de diretorias seja mudada, criando diretores para cada módulo.
O mais importante no novo estatuto é a o estabelecimento, irrevogável, do direito da maioria das agremiações convocarem a qualquer momento uma assembléia, com poderes de destituir toda a diretoria e eleger novos membros.
Mas, isto é um passo para o futuro.
No momento é hora de tirar o futsal da lama e tentar salvar o que restou.
Sem união nada se faz.
Nunca foi tão importante e, mais ainda agora, ter em mente que “Adversário não é inimigo e sem adversário não tem jogo”.
Orlando Barros, 16 de maio de 2009.

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